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3 de Julho de 2022

Novo índice de desigualdade de gênero (IDG) mostra que aumentou a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil

...mas dá para mudar essa história!

Alice Bianchini, Advogado
Publicado por Alice Bianchini
há 5 anos

Já estávamos aguardando a piora da posição do Brasil no índice de Desigualdade de Gênero (IDG) que é publicado todo ano pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) e analisa 144 países, mas, confesso, não imagina que a queda seria tão brusca. Em um ano, a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil passou da posição 79 para a 90 !!!

A baixa representatividade de mulheres em ministérios e no Legislativo jogou nosso índice para baixo.

O ponto positivo é que "o Brasil foi o único país da América Latina (e aparece entre seis no mundo todo) que conseguiu diminuir a diferença de gêneros na saúde e na educação." http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/11/1932301-indice-de-igualdade-de-genero-no-mundo-tem-primei...

Outro importante estudo (relatório sobre Desenvolvimento Humano preparado pelas Nações Unidas) chama a atenção para "a necessidade de se garantir a igualdade entre homens e mulheres. Se tal caminho não for percorrido, avalia o relatório, não há como se chegar ao desenvolvimento pleno. Os dados apontados pelo estudo, no entanto, deixam evidente que há uma longa jornada pela frente.

O estudo mostra, por exemplo que no mundo uma entre cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual. Elas também ganham menos, ocupam menos cargos de chefia e, em 18 países, ainda precisam da aprovação do marido para trabalhar. Os reflexos sobre a qualidade de vida são claros. O relatório aponta que, na América Latina e Caribe, há 117 mulheres vivendo em domicílios pobres por cada 100 homens na mesma situação. “Não é possível alcançar o Desenvolvimento Humano para todos se metade da humanidade é ignorada”, afirmou a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional, Andrea Bolzon.

Os números no Brasil repetem a lógica de desigualdade. Dados mostram que o Sistema Único de Saúde (SUS) registra uma denúncia de violência contra a mulher a cada 7 minutos. Aqui mulheres recebem até 25% a menos que homens desempenhando trabalhos semelhantes." https://istoe.com.br/brasil-fica-em-92o-lugar-entre-159-paises-em-ranking-de-igualdade-de-genero/

Conhecendo essa triste realidade, resta nos apegarmos a Fernando Pessoa, quando afirma: "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

Nunca foi tão necessário ter a perseverança das ondas do mar, que, como diz Gabriela Mistral, fazem de cada retrocesso um ponto de partida para um novo avanço.

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56 Comentários

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Mais besteirol! E para aumentar a "igualdade", taí a ideologia de gênero, ninguém é homem, ninguém é mulher, é tudo a mesma coisa, não há desigualdade. continuar lendo

Somos homens e somos mulheres, o que não precisamos é que um seja dominado e outro dominador. continuar lendo

Desigualdade de gênero e ideologia de gênero são coisas muito diferentes. Não entendi o seu comentário... O que é besteirol? Você acha mais besteirol os dados que mostram que ainda nao atingimos a igualdade entre homens e mulheres no Brasil? continuar lendo

Os comentários neste artigo exemplificam perfeitamente o machismo impregnado na sociedade. continuar lendo

Ou a verdade... continuar lendo

Apenas números que, sem uma busca pelas razões, podem servir para qualquer conclusão. continuar lendo

O que nao se mede não se muda!!! continuar lendo

Para começar eu sou do sexo feminino e não faço gênero... Ridículo as pessoas socarem isso goela abaixo dos brasileiros e virar modismo.. acham lindo este termo. RIDÍCULO continuar lendo

O artigo nada fala sobre identidade de gênero; é sobre desigualdade!!! continuar lendo